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Direitos autorais na Internet. Como funcionam?

Quem teve a oportunidade de estar comigo nesta sexta-feira viu como foi a muvuca quando descobrimos hoje sobre um clone completamente não-autorizado de um projeto feito pela Prática Internet, agência onde trabalhei há alguns meses atrás. O projeto trata-se do site da Hevile, empresa que trabalha com cargas internacionais, no qual foi lançado e divulgado no final de 2007. O site-cópia foi o da Vittoria Recife, uma empresa nova de informática daqui de Recife (assim como o próprio nome diz). Vale ressaltar também que a cópia não só foi do layout (criado originalmente por Ítalo Araujo), mas sim de todo o código-fonte do XHTML e CSS.

Uma das minhas primeiras ações do dia foi divulgar a cópia na lista de discussão frontend-br, onde existe uma gama de profissionais da área que poderiam nos ajudar a tomar alguma atitude com isso. E não demorou! Em algumas horas, retiraram o site do ar, graças a um dos membros da lista que conhecia o responsável da empresa do site-cópia. .

Com isso, volto atrás com mais uma discussão: trabalhar com criação de projetos gráficos, bem como sistemas voltados para internet é uma coisa bem difícil para patentear e ter algum valor jurídico sobre eles. Os custos são altíssimos, o tempo é um absurdo e a facilidade de cópia é gigantesca. Mas e aí, o que fazer ? .

Corri atrás dos métodos que podem ser feitos para tentar proteger o nosso trabalho, que não é fácil! Grande parte pensa, erroneamente, que qualquer conteúdo disponibilizado na Internet passa a pertencer ao “domínio público", podendo ser livremente utilizado. Se apropriar indevidamente de textos, imagens ou outros tipos de conteúdo disponibilizados nesta forma trazem problemas sérios a pessoas que o fazem, por desconhecimento da lei ou não. Com a situação da justiça brasileira, é difícil mover uma causa de plágio, assim como diversas outras. Mas não podemos desistir! .

Na própria lista de discussão surgiu uma idéia bem interessante do Edson Manfred que, após um problema em um projeto que participou, enviou pelos Correios todos os arquivos-fontes para ele mesmo via Carta-Registrada, e os mesmos encontram-se lacrados até hoje em sua residência. Caso aconteça alguma cópia do trabalho, ele possui o “álibi" em suas mãos, facilitando uma possível ação de danos morais e materiais. Mas mesmo assim, ainda não é a solução perfeita .

O ideal mesmo é patentear todo o projeto, mas para tal é preciso ter uma verba relativamente grande disponível para isso. Mas se nosso mercado já é tão complicado de competir com preços tão baixos, como podemos aumentar custos de projetos desta forma? Situação bem complicada. Bem que minha mãe disse: “Seja médico, meu filho!" .

Aproveito a oportunidade para agradecer a Dávio, responsável pela Vittoria Recife, que quando soube do acontecido, exigiu que a empresa copiadora retirasse o site do ar. Parabéns pela atitude leal. Se alguém souber de mais algum detalhe sobre estas questões jurídicas, não deixe de comentar. Bom final de semana para todos!

Comentários

Beth
Recentemente tive a oportunidade de ouvir pela televisão uma entrevista sobre o tema, aliás, tema bastante em vigor em nossa atualidade, diante do estraordinário avanço tecnológico. Além das observações aqui relatadas, ainda existem outras, que precisam ser disimadas, para a proteção e preservação do bom convívio na web. Infelizmente ainda não há uma forma de se punir, mas de se chegar ao infrator, sim! Muitas vezes, não é o empreendedor que tem a culpa, pois muitos não entendem dos detalhes e muito menos dispõem de tempo para verificar, o que até se torna impossível, diga-se de passagem. Entretanto, o fato ocorrido, bem como o do empreendedor ter tomado conhecimento e também pela divulgação aqui feita, do referido fato, está sendo bastante promissor, no sentido de que possam os contratantes desses profissionais (responsáveis por novas criações), se resguardarem, incluindo em seus contratos, cláusulas, responsabilizando os mesmos por infrações do tipo ou semelhantes. Ao mesmo tempo, a necessidade veemente da existência do Código de Ética Profissional do Webdesiner, no sentido de censurar ou até mesmo suspender o profissional, como sanção por atos ilícitos praticados. Isso, se hoje ainda não existe, fica aqui a orientação desta necessidade e de tão logo se pleitear a sua existência.
Destaco aqui, também, a conduta do empreendedor por ter tirado do ar o site clone, afinal de contas, a falha ética ficou implícita, de ter sido do responsável pela plage. E mais ainda, serviu como uma grande lição: embora a web seja virtual, o homem que a opera deve ser VIRTUOSO, lembrando o nosso querido MAQUIAVEL. A VIRTUDE deve fazer parte de todas as relações!!! É preciso dar o exemplo SEMPRE!!! Nos tempos de hoje a inversão de valores tem sido uma constante. Cabe a cada um de nós resguardar a decência e a ética nas relações e no convívio, não importando se sejam presenciais ou virtuais. Aqui estamos tendo essa feliz oportunidade... façemos a nossa parte !!!

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